16 agosto 2013

Incontinência urinária e Pilates: tratamento eficaz e menos invasivo




A incontinência urinária consiste na perda involuntária de urina em local e hora inadequados que ocorre quando a pressão dentro da bexiga excede a pressão da uretra, causando problemas sociais e higiênicos para os indivíduos portadores, afetando diretamente sua qualidade de vida e auto-estima.
Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), quatro em cada dez mulheres desenvolvem incontinência urinária após a menopausa. Isso ocorre porque com o avanço da idade a musculatura abdominal torna-se flácida, a uretra muda de posição e perde a capacidade de conter a urina. Acontece ainda com maior freqüência em mulheres que tiveram muitos partos normais, ou mesmo apenas um parto mal conduzido, e menos freqüentemente, mas não raro, em indivíduos jovens e crianças. O problema também afeta homens, tendo como principal causa o aumento da próstata, que leva à alteração do funcionamento da bexiga, porém, é bem menos freqüente que nas mulheres. Pode apresentar-se sob várias formas, sendo as mais comuns: incontinência urinária de esforço (devido ao enfraquecimento/flacidez do esfíncter uretral); bexiga hiperativa (contração inadequadas da musculatura da bexiga durante a fase de armazenamento da urina); e incontinência mista (combinação da incontinência de esforço e bexiga hiperativa).
Dentre as principais formas de tratamento, destacam-se os tratamentos medicamentoso e cirúrgico. De igual importância, a fisioterapia dispõe de tratamentos menos invasivos, com melhor prognóstico e menores custos, através de técnicas de fortalecimento da musculatura pélvica. Tem como objetivos educar e informar as pacientes a respeito da sintomatologia, fortalecer o períneo, melhorar a percepção da musculatura do assoalho pélvico e estimular bons hábitos de vida.
Dentre essas técnicas, vem ganhando destaque o método Pilates, visto que seus principais objetivos são ganho de coordenação, força, flexibilidade, equilíbrio e resistência. Acredita-se portanto, que a ativação permanente do "powerhouse" (que inclui a musculatura do assoalho pélvico) estimule esta a receber os efeitos acima mencionados, atuando portanto no tratamento quando já instalada, bem como técnica preventiva da incontinência urinária.
É essencial que os pacientes portadores da disfunção sejam especialmente avaliados para que as causas primárias sejam investigadas e tratadas, bem como continuamente monitorados e realizem exercícios mais específicos durante as sessões.
A respiração também deve ser incansavelmente monitorada, a fim de evitar a Manobra de Valsalva (ato de "prender o ar" durante os exercícios), já que isso aumenta a pressão intrabdominal e gera maior sobrecarga ao assoalho pélvico, que fadiga mais rapidamente e tem como conseqüência a perda da capacidade deste manter-se contraído.
Mesmo em casos mais graves onde há necessidade de intervenção cirúrgica, é de suma importância a realização destes exercícios específicos como complemento dos tratamentos através de um processo individualizado e que dê resposta às necessidades de cada paciente.
Dra. Scheila Cristina Zuconelli

O sedentarismo pode trazer riscos a sua saúde




Veja como o sedentarismo e a ausência de adaptações induzidas pelo exercício pode reduzir as reservas fisiológicas do corpo, o que acarreta vários riscos para a saúde e a capacidade física.

O que vem a ser um “fator de risco”?

É uma característica individual, física ou comportamental, associada com uma maior possibilidade de desenvolvimento de determinadas doenças. A utilização adequada do sistema mais volumoso do corpo, o sistema muscular esquelético, provoca de forma complexa uma adaptação de todos os sistemas funcionais.

O sedentarismo por sua vez já é um fator de risco por si só e exerce uma influência negativa direta sobre outros fatores de risco, como: obesidade, hipertensão, metabolismo do colesterol. Atualmente esse fator contribui com uma parte da morbidade da população, a capacidade dos órgãos internos se ajusta a um nível relativamente baixo de atividade física.

Para melhorar ao máximo as nossas propriedades fisiológicas, bioquímicas e metabólicas do organismo humano necessitamos de uma determinada quantidade de atividade motora ao longo da vida. É comprovado que exercícios realizados durante pelo menos 30 minutos de três a cinco vezes por semana, em geral estão combinados com um estilo de vida saudável só lhe traz benefícios à saúde e capacidade funcional a longo prazo.

Estudos apontam que os indivíduos que preferem um estilo de vida sedentário estão mais predispostos a determinadas doenças do que os fisicamente ativos. A atividade física regular pode ser identificada, desta forma, como importante fator de risco para certas doenças. Em geral, as conseqüências patológicas dos fatores de risco externos (como o sedentarismo, o tabagismo, má nutrição em quantidade ou qualidade e a ansiedade) e dos internos (hipertensão, hipercolesterolemia, diabetes mellitus, gota, hipertrigliceridemia, obesidade) são evidentes. Portanto, estes devem ser descobertos, controlados e combatidos desde o primeiro diagnóstico.

Veja o que pode acontecer com o Sistema Respiratório

A inatividade física, com as suas graves conseqüências sobre a musculatura ventilatória (principalmente sobre o diafragma e os músculos intercostais externos), tem como conseqüência uma capacidade. Isso significa que a falta de uso prejudica a ventilação pulmonar em repouso e durante o exercício e favorece o envelhecimento prematuro desse sistema. O baixo estado de adaptação fisiológica do sistema respiratório leva a uma hipocapnia e hipóxia dos tecidos já no ponto de partida da “cascata de oxigênio” do organismo.

Além disso, sabe-se bem que um pouco de exercício pode atuar como um bom expectorante como o Pilates. O método resgata a importância da respiração. Devido à vida diária agitada, a maioria das pessoas passam a respirar mais rápido e de forma incompleta, ou seja, o ar não chega a atingir a parte inferior do pulmão, região onde as trocas de oxigênio são mais eficientes, isso explica o fato de inspirarmos pelo nariz e expirarmos pela boca (facilitando a ação dos músculos respiratórios como citado acima).

A respiração profunda na medida em que a ansiedade é reduzida, gera diminuição de dor muscular e aumento do rendimento em qualquer atividade física. Claro que não podemos esquecer-nos dos outros Princípios do Pilates, o praticante deve incorporar todos eles forma global.

23 julho 2013

Fratura no quadril é uma das maiores causas de morte entre idosos



Um caso de saúde pública, assim é considerada a fratura no quadril pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Hoje ela é a maior causa de morte dentre as lesões ortopédicas em pessoas acima de 65 anos, e representa cerca de 50% das internações de idosos por trauma em prontos-socorros. Nos Estados Unidos, são gastos 10 bilhões de dólares por ano e a previsão é de que esse número triplique nos próximos anos. No Brasil, há uma estimativa de 10 mil casos da fratura por ano.
O ortopedista Dr. Marcelo G. Cavalheiro, coordenador da divisão de Artroscopia do Quadril na Escola Paulista de Medicina, revela que a maior incidência em idosos se deve à osteoporose. “Este tipo de fratura pode acontecer com jovens, mas somente em casos como acidentes automobilísticos, grandes quedas, enquanto que para o idoso isso pode ocorrer em movimentos corriqueiros”, conta o médico.
Cavalheiro explica que isso acontece porque o esqueleto do ser humano acumula massa óssea até a faixa do 30 anos e, a partir de então, passa a perder 0,3% ao ano. Mas, a perda é maior entre mulheres nos primeiros 10 anos de pós-menopausa, chegando a 3% ao ano em indivíduos sedentários.  “Estima-se que 50% das mulheres com mais de 75 anos venham a ter alguma fratura osteoporótica. Em homens, esse índice cai para 25%”, completa.
Diversas medidas podem ser adotadas para evitar a ocorrência da fratura no quadril. O primeiro passo é minimizar o risco de quedas no ambiente em que o indivíduo vive, com o uso de pisos antiderrapantes, barras de apoio em corredores e banheiros e melhorar a iluminação e alcance de objetos. Melhorar o condicionamento físico é a indicação dos profissionais da saúde para a prevenção de quedas. Através de atividades físicas é possível conquistar força muscular e flexibilidade, além de haver um ganho na coordenação motora, equilíbrio e mobilidade geral.
Muitos especialistas consideram o Pilates como uma atividade perfeita para idosos vítimas da osteoporose. Entre os benefícios relevantes para a terceira idade, estão a recuperação de articulações propensas à artrite, artrose e dores generalizadas, a correção da postura, a ativação da circulação e fortalecimento dos músculos através de exercícios de alongamento. Vale lembrar que a prevenção começa nas primeiras décadas de vida, o que pode reduzir a ocorrência da fratura no quadril e outros acidentes decorrentes da perda de massa óssea.

Quando começa o envelhecimento?



 

Nossas respostas ficam mais lentas, a memória sofre, o raciocínio se arrasta um pouco: por quê?





Diz a sabedoria popular que, para morrer, basta estar vivo. Parece óbvio, mas é verdade também do ponto de vista bioquímico: morrer é a consequência de estar vivo -e o processo entre as duas coisas é o envelhecimento.
Envelhecer é sofrer as consequências da respiração celular, o processo que transfere para as células a energia trazida pelos alimentos.
Essa definição, no entanto, soa bastante diferente da ideia mais tradicional que a gente faz do envelhecimento: aquele encarquilhar da pele, o embaçar dos olhos, o viço dos cabelos que se vai, a vontade cada vez menor.

Ou não: há quem envelheça bem, estendendo as características da juventude bem mais adiante.
Entender o envelhecimento do cérebro é uma das grandes preocupações da neurociência. Nossas respostas vão ficando mais lentas, a memória sofre, o raciocínio se arrasta um pouquinho: por quê? Morrem neurônios? Desaparecem sinapses? O metabolismo deixa de ser suficiente? O que causa o declínio funcional do cérebro com a idade, e quando ele começa?
Uma resposta nada animadora foi oferecida por uma pesquisa de nosso laboratório, que analisou o número de células no cérebro de ratos de diferentes idades.
Nos animais de dois anos de idade -bem velhinhos, para ratos-, encontramos cerca de 30% menos neurônios do que nos jovens adultos, de dois ou três meses de idade, numa perda generalizada por todo o cérebro.
E o que é pior: a perda, progressiva, se nota já a partir dos três meses de idade.
Ou seja: mal o bicho chega ao seu ápice, no final da adolescência, e já é ladeira abaixo -pelo menos em termos de números de neurônios.

Falta determinar se essa perda de neurônios de fato causa perda cognitiva, mas é de se esperar que perder neurônios ao longo da vida não seja boa coisa.
Mas vamos às boas notícias. A primeira é que embora a perda média seja de 30% dos neurônios, a variação é grande entre indivíduos.
Ratos, portanto, também nisso são como pessoas: alguns envelhecem bem, outros nem tanto. De onde vem essa diferença?
Ainda não se sabe, mas alguns suspeitos são conhecidos. E aqui está a segunda boa notícia. Sabendo que o declínio neuronal começa assim que se atinge a idade adulta podemos, desde cedo, investir em educação continuada, atividades físicas, exercícios mentais, bom sono, boa alimentação -e, assim, fazer o possível para envelhecer bem.

Pilates alivia sintomas da TPM



Exercícios reduzem o inchaço e as dores, além de melhorarem o mau humor e a ansiedade.
Mau humor, cansaço, irritabilidade excessiva, insônia, dor abdominal, enjoo... a tensão pré-menstrual (TPM) assombra cerca de 75% das mulheres entre 20 e 45 anos. Mas o Pilates, atividade física que fortalece e dá mais flexibilidade aos músculos, promete aliviar estes sintomas.
A fisioterapeuta e integrante da Associação Brasileira de Pilates (Abrapi) Erica Mori explica que a atividade ajuda a mulher a enfrentar o período especialmente porque melhora o fluxo sanguíneo. "O Pilates diminui o inchaço, melhora as alterações de humor, reduz a ansiedade, o estresse, as dores no corpo e as tensões geradas nos dias da TPM", exemplifica.
Erica ainda explica que, por causa do trabalho respiratório que a prática exige da aluna, a endorfina (hormônio responsável pela sensação de bem-estar e prazer) é liberada pelo organismo, aliviando o transtorno da TPM.
Para sentir os efeitos da atividade, a recomendação dos profissionais é praticá-la pelo menos duas vezes por semana, durante 30 minutos. "O mais importante é a mulher manter a frequência nas aulas. Em média, depois de 15 ou 20 sessões, ela começa a perceber alguma diferença. Depois de 30, ela começa a se sentir uma nova pessoa", explica Erica.
Além do Pilates, outras atividades simples podem aliviar o desconforto do período. "É fundamental sempre fazer algo que proporcione a sensação de bem-estar. Exercícios leves, como um passeio no parque, já ajudam o corpo a lidar melhor com a TPM", explcia Erica.
O Pilates, além de ajudar contra a tensão pré-menstrual, também é indicado para outras finalidades. Por alongar e fortalecer a musculatura, a prática previne lesões, corrige a postura, alivia dores musculares, melhora o equilíbrio, a coordenação e a capacidade respiratória, e ainda serve para pessoas que precisam passar por processos de reabilitação física.
Fazer atividade física é essencial
Mulheres que não praticam atividades físicas regularmente costumam sentir mais os efeitos da tensão pré-menstrual. Além disso, seu fluxo menstrual geralmente é maior.
"Fazer atividade física, pelo menos duas vezes na semana, é essencial para combater todos os problemas que a TPM pode trazer", alerta Erica.
A fisioterapeuta também recomenda que as mulheres tenham uma alimentação balanceada.
"Coma bastante verdura, legumes e frutas. Equilibrar os nutrientes ajuda o organismo. Além disso, use o mínimo de sal possível, já que ele contribui para o inchaço no período".

Fonte: O dia

22 outubro 2012

Pilates e a melhoria do sono



Muitas pessoas possuem dificuldade em ter um sono reparativo e profundo por diversos problemas. Alguns deles podem ser causados por estresse diário, vida tumultuada e cheia de compromissos e muitas vezes por dores no corpo, mal-estar e depressão.

Pelo fato de muitas pessoas não conseguirem dormir por uma noite inteira, acabam cochilando durante o dia para aliviar esse cansaço.

Praticar atividade física contribui e muito para a qualidade de vida e do sono, pois o indivíduo gasta mais energia do que o normal durante o dia, necessitando de um descanso maior e mais longo durante a noite.

Alguns estudos do Instituto do Sono de São Paulo, afirmam que exercícios no final da tarde podem ajudar na qualidade do sono.

O Pilates, por ser uma atividade que contribui consideravelmente com o sono, pois equilibra e harmoniza os sistemas corporais além de relaxar as musculaturas mais tensionadas durante o dia, aumenta a concentração e a auto-estima, devido ao número de exercícios que melhoram a postura, fazendo com que o indivíduo recupere a autoconfiança.


 



03 setembro 2012

Adote Acupuntura, Pilates e RPG para combater a dor nas costas!


Experimente tratamentos de acupuntura, pilates e RPG para acabar com a dorzinha chata nas costas

Se você já tentou de tudo para acabar com a dor nas costas - inclusive trocar o colchão, o travesseiro e a cadeira do trabalho - mas continua sofrendo, que tal adotar um dos três tratamentos para eliminar o problema? Compare as opções e selecione a melhor para você: 

Acupuntura
Dor nas costas, para a medicina oriental, significa que há uma grande concentração de energia naquele local. Ou, no extremo oposto, falta de energia. Por isto, durante a aplicação da acupuntura, o que acontece é um equilíbrio. "É preciso identificar como isso funciona no corpo do paciente e, através da aplicação das agulhas, fazer com que a energia flua para aquele lugar ou saia dele", explica André Mattos, professor da Clínica Escola Adjon, de São Paulo.
A energia à qual a medicina oriental se refere é a fluidez do sangue, da linfa, que, parada, pode provocar pontos de inflamação. Já na explicação ocidental, ao pressionar certos pontos do corpo, ele produz uma substância chamada endorfina, que gera relaxamento e faz com que as inflamações diminuam. Daí o valor de analgesia de uma sessão de acupuntura. Essa terapia é indicada para diferentes casos: de lombalgia simples até hérnia de disco. São necessárias de uma a cinco sessões para o alívio de dores agudas. Para processos crônicos, o mínimo são dez sessões.

Pilates
Criado pelo alemão Joseph H. Pilates, em 1920, a técnica trabalha o corpo de forma total e tem como objetivo flexibilizar e fortalecer músculos e articulações. O pilates une movimentos no solo e em aparelhos específicos. "Estes exercícios tratam escoliose, lombalgia, hiperlordose, hérnia de disco e espondilolistese", afirma a fisioterapeuta e instrutora de pilates Fabiana Freitas.
"O pilates promove interação entre os músculos e os tecidos despertando a musculatura profunda que nos faz sustentar melhor o corpo contra a gravidade e, com isso, diminuir a compressão na coluna", diz Alice Becker Denovaro, presidente da Physio Pilates. Na fase de dor, normalmente, são recomendadas aulas de 50 a 60 minutos, duas vezes por semana. Com a melhora, é possível passar para outros estágios do método.

RPG (Reeducação Postural Global)
É um método da fisioterapia que visa tratar problemas como a dor nas costas através da reprogramação da postura. O local da dor não é necessariamente onde está a causa do problema. Muitas vezes a contração ali é conseqüência de compensação muscular", afirma a fisioterapeuta, especializada em RPG, Lara de Marchi, da Fitotraining.
A intenção do tratamento é alongar as regiões tensas e aumentar o tônus muscular onde há deficiência. "No caso de dores nas costas, o RPG ajuda a corrigir os desvios posturais que levam àquela dor e registra uma nova sensação e padrão postural", enfatiza Lara.
Segundo a especialista, a diferença do método com outras técnicas de manipulação é que o RPG trabalha com o tônus postural e a estrutura geral do corpo, que é ligado ao Sistema Nervoso Central (cérebro), ou seja, a mudança não acontece apenas na parte física, mas também na parte do cérebro que registra o corpo e os movimentos corporais. O número de sessões de RPG podem variar e cada caso deve ser analisado isoladamente, porém, o tratamento, normalmente, é feito uma vez por semana.